Feminismo na Literatura


Olá leitores! Tudo joia?

Eu escolhi esse tema para o Papo Literário de hoje porque, no momento em que estamos vivendo, não somente no Brasil, mas em todo mundo, é muito importante reafirmar a igualdade de gênero e empoderar as mulheres.




E não seria diferente na literatura! Existem muitas autoras que apoiam a causa, mas a que eu trago hoje é a Virgínia Woolf.



As obras de Virginia Woolf tornaram-se clássicos do romance moderno. O romance A Senhora Dalloway (1925) revela o grande valor de sua ficção experimental. Trata-se de uma obra na qual se encadeia sem ordem cronológica uma série de impressões, estados de espírito e recordações momentâneas. Os temas centrais são a vida e a morte, a saúde mental e a doença. A autora formulou, em 1924, a sua opinião sobre qual deveria ser a função do escritor: "(...) é transmitir a essência sempre em mutação da mente, por maior que seja a complexidade ou o intrincado das suas manifestações, com o menor número possível de elementos estranhos ou alheios a ela". Em To the Lighthouse (1927), considerada pela crítica a sua obra-prima, Virginia Woolf renunciou a um enredo dominado pela idéia de causa e efeito, partindo do princípio de que na vida, como na arte, o sentido e a ordem só se tornam tangíveis em determinados momentos. A sua principal personagem literária, Orlando, protagonista do romance do mesmo título (1928), é uma personificação da poesia inglesa ao longo de três séculos. Personagem ora masculina, ora feminina, começa por ser uma jovem nobre na Corte da Rainha Isabel I, tornando-se depois uma cigana e, já no século2 0, uma escritora sensível e intelectual, inspirada na figura da autora Victoria Sackville-West, amiga pessoal de Virginia Woolf. Após presenciar o bombardeio de sua casa, receando enlouquecer, Woolf acabou por suicidar-se.


Baseado em palestras proferidas por Virginia Woolf nas faculdades de Newham e Girton em 1928, o ensaio Um teto todo seu é uma reflexão acerca das condições sociais da mulher e a sua influência na produção literária feminina. A escritora pontua em que medida a posição que a mulher ocupa na sociedade acarreta dificuldades para a expressão livre de seu pensamento, para que essa expressão seja transformada em uma escrita sem sujeição e, finalmente, para que essa escrita seja recebida com consideração, em vez da indiferença comumente reservada à escrita feminina na época. Imaginando, por exemplo, qual seria a trajetória da irmã de Shakespeare – caso o famoso escritor tivesse uma e ela fosse tão talentosa quanto o irmão –, Woolf descortina ao leitor um cenário em que as mulheres dispunham de menos recursos financeiros que os homens e reduzido prestígio intelectual. Será que à irmã de Shakespeare seria dada a mesma possibilidade de trabalhar com seu potencial criativo? Como o papel social destinado aos dois sexos interfere no desenvolvimento (ou na falta) de uma habilidade nata? Virginia mostra como, na época, a elaboração da competência de uma pessoa dependia de seu sexo, uma vez que a sociedade reservava aos homens e às mulheres papéis, atribuições e concessões bastante distintas. A maioria das mulheres não dispunha da liberdade e da privacidade necessárias para ter um lugar próprio para refletir e laborar na escrita. Daí a afirmação da escritora de que“uma mulher precisa ter dinheiro e um teto todo seu se quiser escrever ficção”. Uma mulher precisa ter condições financeiras e espaço para pôr-se a contemplar suas ideias e colocá-las no papel. Com a linguagem original e a fluidez de pensamentos que lhe são características, Woolf aponta neste ensaio um padrão duplo presente na sociedade, segundo o qual os homens eram estimulados a aprimorar suas habilidades criativas enquanto às mulheres era reservado um papel de sujeição.

6 comentários:

  1. UAU , INCRÍVEL , VER AS MULHERES HOJE EM DIA ESCREVENDO , CADA VEZ MAIS EXPRESSANDO SEUS SENTIMENTOS, PORÉM NEM TUDO É UM MAR DE ROSAS , QUANDO UMA MULHER FAZ ALGO GRANDE QUE "foge" DE SUA CAPACIDADE PREVISTA DA SOCIEDADE , SEMPRE RESTA UM PINGO DE SUBJETIVIDADE , AVALIANDO SE SUA QUALIDADE ESTÁ à NÍVEL CERTO , COMO ACONTECE COM J.K ROWLLING UMA DAS GRANDES AUTORAS MAIS CONHECIDAS DO MUNDO , CRIADORA DO HARRY POTTER UM BRUXINHO BASTANTE INTELIGENTE , QUANTO TEVE QUE PUBLICAR SEU LIVRO RECEOU-SE DE QUE DUVIDASSEM DA SUA CAPACIDADE, JÁ QUE A ESCRITA DE HOMENS ERA CONSIDERADA MELHOR DO QUE A DAS MULHERES E SURPREENDEU BASTANTE , HARRY POTTER FOI CRIADO DEPOIS DE UMA VIAGEM NOS ANOS 90 , E É LEMBRADO ATÉ HOJE . EU AMO A ESCRITA FEMININA , E EU ACHO QUE A CAPACIDADE DE CADA UM , NÃO VARIA POR SEXO OU Gênero seja lá o que for todos nós temos nossa capacidade BEIJOS MARI. JUNTOS CONSEGUIMOS QUEBRAR ESSE TABU

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    1. Nossa, adorei seu comentário! Concordo em absolutamente tudo. J.K.Rowlling veio para quebrar vários paradigmas!

      Beijos!

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  2. Fico muito feliz de poder ter títulos feministas no mercado! É cada vez mais difícil de encontrar conteúdo bom e válido <3

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  3. A escritora Virginia Woolf ,pelo que vejo era uma mulher muito à frente de seu tempo.
    Quando ela diz que "Uma mulher precisa de dinheiro e um teto todo seu... "
    Essa frase é verdadeira e atual até os dias de hoje.
    A mulher precisa ter a sua independência. Do contrário...

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    1. Concordo, ela é um exemplo de mulher para todas nós! Bjss

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A Blogueira



Mari, ariana, apaixonada por livros, séries, filmes e maquiagem. Pretende cursar Relações Públicas e viajar o mundo inteiro. Quer saber mais? Acompanhe nas redes sociais...

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